2012-01-25

Converter bases de dados MS Access em Linux para Postgres, MySQL, etc.

mdb-tools faz o serviço, em especial a interface gráfica, que encontra no menu de programas - é o MDB File Viewer ou MDB database explorer (ver submenu de programação).

Para instalar no Linux Fedora:

sudo yum install mdbtools*

(no ubuntu, provavelmente é: sudo apt-get install mdbtools-gmdb)

Se preferir o terminal, para ver o esquema da base de dados:

mdb-schema nomedoficheiro.mdb

Para exportar uma tabela:

mdb-export nomedoficheiro.mdb nomedatabela

2012-01-24

Diferença entre designer gráfico e web designer

Na Internet tudo funciona como as especialidades médicas, mas o cliente raramente sabe.

Os clientes chamam "informáticos" a todas as imensas especialidades que trabalham na Internet sem perceber a diferença, e contratam pessoas e empresas "porque percebem mais do assunto".

Da mesma forma, os clientes chamam designer a tudo o que mexe com a parte visual, mas há uma diferença muito grande entre um designer gráfico e um web designer.

Um web designer pode ser designer gráfico, mas um designer gráfico puro não é certamente web designer.

E quando um designer gráfico habituado aos media de papel quer fazer web design... é desgraça pela certa!

Como se não bastasse, também existe uma diferença muito grande entre um designer de comunicação, um designer gráfico e um web designer.

É que um web designer, se não tiver apoio de um designer de comunicação, vai facilmente desenvolver um site fora da estratégia.

Um designer de comunicação cria formas interessantes, sempre diferentes e criativas, de chegar ao contacto com os destinatários da mensagem.

O problema é quando se parte para o design gráfico sem uma estratégia de comunicação e depois se parte para o web design ainda com menos estratégia. Por isso também é importante referir que existe uma diferença entre gestor/diretor/assessor de comunicação, designer de comunicação e web designer!

Um gestor, diretor ou assessor de comunicação garante que a estratégia de comunicação de uma instituição é realizada através dos vários meios/suportes. Faz a ponte entre a administração executiva e os técnicos.

Agora junte-se um designer gráfico que não percebe nada de web, um web designer que não percebe nada de estratégia e de gestão de comunicação e um gestor de comunicação que não percebe nada de nada?

Deixei-o confuso?

Em 2012 abundam projetos na web sem qualquer sentido nem rumo, que resultam em cicatrizes das feridas deixadas por quem se mete a fazer o que não sabe.

A responsabilidade desta situação é das imensas empresas de design, "informática" e comunicação que, ou não percebem nada de uma especialidade, ou não percebem nada de outra.

Frequentemente não percebem nada de várias. Bem vindo à selva!

2012-01-15

Imagens pirata: O seu site está em risco, e a sua bolsa também

Se é webmaster ou é proprietário de um site deverá conhecer o esquema de funcionamento dos bancos de imagens. Deverá saber que é um risco recorrer a serviços amadores de produção e manutenção de conteúdos na web e que é um risco enorme "sacar" imagens da web.

E deverá saber que existe um negócio socialmente imoral e sujo, típico de gangsters e mafiosos, praticado pelas empresas de banco de imagens ("imagens stock") que pode destruir totalmente o seu site e levá-lo a pagar somas astronómicas.

A ingenuidade dos utilizadores vem do tempo em que a net era livre: toda a gente partilhava informação, copiava e alterava à vontade. Graças a uma política de recusa ativa consegui ficar longe de problemas. Mas tenho tido notícias desagradáveis sobre o que se está a passar no mercado português.

Com o desenvolvimento e profissionalização da web surgiram sites comerciais e gigantes que têm um negócio legal mas totalmente imoral.

As empresas de banco de imagens correm um negócio de propriedade intelectual, representando autores: fotógrafos, ilustradores e produtores de vídeo vendem o direito de uso não-exclusivos desses conteúdos. Se você tira uma foto é autor e define em que condições as outras pessoas podem usar o seu produto criativo. Como autor pode pôr à venda o seu produto criativo numa dessas empresas, que servem de intermediárias com o cliente final.

Negócio de conteúdos ou negócio jurídico?

Se você, proprietário de um site, usa uma imagem não licenciada, a empresa é notificada por fornecedores-polícia (empresas que monitorizam as imagens na net) e vem sobre si exigindo um pagamento de cerca de 12 a 15 vezes mais o preço que pagaria pelo uso da imagem. São as regras que você não conhece!

Assim, o negócio dos bancos de imagem é mais um negócio jurídico do que um negócio de conteúdos: embora tenham razão em termos legais - você usa indevidamente uma imagem e tem que pagar por isso -, o facto é que usam a lei para extorquir dinheiro às pessoas porque o valor exigido é muito superior ao preço da imagem mais um valor de "coima". Mais: os bancos de imagens usam a lei para fazer uma política de "paga o justo pelo pecador", pois quem copiou indevidamente uma imagem vai pagar por 12 pessoas que tiveram comportamento abusivo.

Mas a história ainda não termina aqui. Muitos proprietátios de sites são conscientes e pagam os direitos de uso de imagens. Não adianta nada porque se esquecem de ler as letras pequeninas: é que muitas vezes o direito de uso dessas imagens está limitado a um período específico, por exemplo um ano.

Tomando isso à letra, ou os custos de manutenção de um site aumentam espetacularmente, ou os conteúdos do site ficam quebrados porque é preciso remover as imagens. Não é possível uma web saudável com esta situação.

Eles manipulam as regras debaixo do seu nariz. Cuidado com os bancos de imagens!

E mais uma vez, de boa fé ou distraído o utilizador cai na armadilha bem montada. O negócio sujo dos bancos de imagens é criar ratoeiras às pessoas, sabendo que na maior parte dos casos as pessoas não entendem as condições do negócio.

É um negócio sujo porquê? Porque é socialmente imoral usar a ignorância das pessoas para forçar lucro injusto. É socialmente patológico criar uma máquina de dinheiro com regras lesivas para a sociedade.

Valorização artificial pela promoção da escassez

Já reparou, ao passar numa loja de DVD, que encontra filmes antigos, com 50 e 60 anos, a preço bem puxado? É que a propriedade intelectual é um dos maiores negócios do mundo e rende ao longo de muitas décadas.

Muitos conteúdos desaparecem do mercado mas continuam a ser geridos. Voltam "requentados" e reembrulhados passado 25 anos, como as pirosas sapatilhas, bolsas ou óculos que se usavam nos anos 80 reapareceram perante os olhos estupefactos dos mais velhos, que tinham deixado de usar esses designs por acharem ridículo e ultrapassado.

O negócio dos bancos de imagens é vender a mesma imagem centenas ou milhares de vezes. Mas se a imagem ficar demasiado usada e conhecida no mercado perde valor, é considerada desatualizada, antiga, etc., e só passado 25 anos, quando a geração se renova, volta a ter valor como objeto "vintage".

Ao licenciar a imagem por um ano, os bancos de imagens têm dupla vantagem: podem carregar legalmente sobre o cliente extorquindo-lhe 15x o valor da imagem e podem, mesmo que não consigam provar em tribunal que o utilizador a tinha num site, assustá-lo e fazer com que remova imediatamente a imagem do site, criando assim escassez, raridade que valoriza de novo uma imagem que de outra forma era lixo digital.

Algumas imagens são perfeitamente ridículas e sem qualquer valor, mas lei é lei, e os bancos de imagem têm um departamento jurídico jeitoso.


Não entre no jogo: não use imagens copiadas da net e não alimente o negócio dos bancos de imagens. Produza fotos originais e desenhe o seu projeto de web com imagens próprias e adapte-o para não precisar de recorrer a empresas sociopatas.

O assunto dos direitos de autor não vai ficar por aqui. Por isso outro conselho é este: tenha muito cuidado com o que partilha nas redes sociais, pois pode estar a infringir direitos de autor. O seu histórico de atividade está a ser cuidadosamente registado e um dia poderá ser chamado a pagar somas brutais.

A grande ratoeira está montada. Você facilmente será uma marionete nas mãos deles.

2012-01-12

Leitor de som em Linux

Dizem maravilhas deste: chama-se cmus. É ultra rápido mesmo a iniciar com milhares de músicas. Tem capacidades enormes para fazer playlists e filtragens ao vivo.

Tor: Proteção da privacidade online

Enquanto os fanboys do Facebook vêem de forma estranha uma coisa chamada "privacidade", os partidários da liberdade acham que, pelo facto de não praticarem nada contra a lei têm direito a ela, tanto mais que qualquer atividade ou comunicação online pode ser mal interpretada e trazer problemas.

Por exemplo, um investigador académico de determinados crimes poderá ser importunado por se tornar suspeito de os praticar.

A luta eterna pela liberdade contra o autoritarismo, radicalismo e fascismo, continua. E no arsenal temos o Tor, uma forma de navegar anonimamente. É uma rede aberta que permite evitar as redes de vigilância e espionagem. O Tor disponibiliza ainda um Live CD ou Live Pen, para que possa usar qualquer PC e estar na net de forma anónima.

2012-01-11

Apple, Nokia e Blackberry deram backdoors ao governo indiano

Alegadamente, código-fonte do Norton (Symantec) e documentos militares indianos obtidos por hackers indicam que marcas famosas como Apple, Nokia e Blackberry forneceram backdoors aos militares indianos para espiarem a população.

Segundo o relatório do site paquistanês Terminal X, o governo indiano deu permissão aos serivços secretos para intercetarem comunicações. Por sua vez, o Departamento de Telecomunicações tem estabelecido contactos com a Interpol para conseguir desencriptar serviços comuns providenciados pelos fabricantes de equipamentos móveis.

2012-01-09

A pior profissão de todas é a sua?

Um estudo da Universidade de Chicago, divulgado pela revista Forbes, conclui que algumas das profissões mais geradoras de infelicidade são precisamente as ligadas às tecnologias de informação.

A profissão mais infeliz ou detestada é a de «Diretor de Tecnologias de Informação». Em quarto lugar é a de «programador sénior de web», e a lista em geral refere-se muito à atividade em torno das tecnologias, como "Especialista Técnico", "Diretor de Vendas e Marketing", "Gerente de Marketing", etc.

Ver artigo da Forbes...

2011-12-31

Nasce a primeira escola de programação, o primeiro curso de linguagem Go, na cidade do Porto



Está em fase de lançamento a Lambda School - provavelmente a primeira escola de Portugal 100% especializada em linguagens artificiais, em particular linguagens de programação.

É provável também que seja a primeira escola do país a oferecer para toda a comunidade de língua portuguesa o primeiro curso online na novíssima e mais promissora linguagem da década, a linguagem Go criada na Google pelos veteranos do UNIX Rob Pike, Ken Thompson e Robert Griesemer, que desenharam muitas das características que o Linux atualmente tem através do projeto Plan 9 que produziu um sistema operativo avançado para suceder ao UNIX.

A escola tem características próprias, desde a forma de estar no mercado à forma como atua nas metodologias de ensino. É a primeira instância de uma Escola Ágil, um movimento que pretende centrar todo o ensino na qualidade da aprendizagem e recusar a burocracia.

A Lambda School tem uma filosofia de total prioridade à aprendizagem de tecnologia e não de aplicações de utilizador final. Ensinar tecnologia é dar controlo às pessoas.

A Escola Ágil recusa também aplicar técnicas de pedagogia em adultos, segundo este documento na web que serve um pouco de manifesto à causa.

A escola já tem três iniciativas de aprendizagem. Além do curso Go, há um PHP Coding Dojo, provavelmente também o primeiro do país, e um tutorial de MySQL para ensinar bases de dados a quem ainda chama base de dados a tabelas feitas no Excel!

Boa sorte, Lambda School!