2009-02-21

Homenagem ao tio Belmiro

Caso 1:

Um cidadão de Tugalândia estava a pagar mais de 300 euros por ano de seguro automóvel contra terceiros. Apesar de nunca ter provocado um acidente em toda a vida, a seguradora afigura-se-lhe como um funil gigante e absurdo que se limita a mandar a conta. O mediador de seguros que fez o contrato esqueceu-se que tinha uma base de clientes para gerir e desapareceu.

Liga para a Logo via skype (chique...), a seguradora low-cost do Grupo Espírito Santo, extremamente inovadora, que permite fazer um seguro via net na hora. É-lhe dito que o seu automóvel é demasiado antigo para ser aceite, apesar do condutor nunca ter tido um acidente e o carro passar todos os anos na absurda inspecção.

Mais umas buscas no Google e voilá: o tio Belmiro também tem seguradora, Seguros Continente. Em 20 minutos o proprietário de um clássico da Mercedes tem o seu seguro. A conta anual desce de 300 para 160 euros por um seguro equivalente: tudo sem preconceitos nem dificuldades.

Caso 2:

Certo dia, à hora de almoço, outro cidadão dá com o seu cilindro pifado. Liga para um amigo expert que lhe diz que certamente será a resistência, aquela coisa engraçada de cerâmica com umas molas. Na rua ao lado há uma casa que até tem uma coisa dessas na montra. O prático cidadão lá chega e dá com o nariz na porta: o senhor do estabelecimento tinha ido almoçar.

Sem poder perder tempo, pega no carro e vai ao Maxmat. O Maxmat está aberto até às 23h00 e até nos fins-de-semana. Traz a resistência, coloca a dita no cilindro e pronto.

Conclusão

Se as empresas tiverem preconceitos ou agarrarem-se aos velhos hábitos, um dia vão fechar ou ficar caducas. Quem faz bons preços, é inovador e ajuda o cliente em vez de atrapalhar, só pode prosperar.


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