2009-09-30

O Presidente da República e o caso das escutas




Hoje o Presidente da República falou aos cidadãos e disse ter obtido informação de especialistas de que o sistema informático do gabinete da Presidência era falível (cujo fornecedor de serviços de Internet parece ser a empresa Colt, provavelmente com servidores em Sintra e que, segundo me disseram, é uma excelente empresa que presta óptimos serviços embora não aparente ser especializada em criptografia).

O que ficou percebido é que o Presidente da República, e provavelmente os restantes políticos, não sabem minimamente a diferença entre o que é informação confidencial, informação secreta, e informação não-confidencial.

Porque toda a informação confidencial e secreta tem processos especiais de codificação e transmissão e porque toda a informação confidencial e secreta nunca é gerida com recurso a equipamentos configurados de forma genérica como acontece com os computadores que usamos diariamente (e ainda mais se forem sistemas Windows, normalmente cheios de vulnerabilidades).

O que parece ter ficado claro - ou estarei enganado - é que a Presidência da República não tem, nem métodos nem meios, para tratar, transmitir e receber informação confidencial e informação secreta. E se não existem realmente escutas, então fica explicado o clima de conspiração que se desenvolveu: é a ajuda de uma eterna ignorância dos políticos em geral quando são obrigados a agir no terreno de um mundo tecnocultural que nunca vão ter capacidade para compreender.

Também fica-me a ideia de que os fornecedores de equipamentos e sistemas do gabinete do Presidente da República não têm ainda noção das necessidades especiais que um orgão desta natureza exige.

1 comentário:

  1. OBRIGADA!
    Haja quem saiba Y coloque Ordem! Y Nos poupe ao ridículos y patetismos ( Futuros ...) .

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