2010-08-12

Os salteadores do teclado perdido: Das Keyboard ou IBM Model M?


Quase toda a tecnologia evoluiu ao longo dos últimos 15 anos: os monitores, ratos, microprocessadores, etc. Mas os teclados, na maior parte dos casos, regrediram em quase todos os aspectos.

A lançar mais confusão e descontentamento, os teclados começaram a ter mais três teclas da Microsoft - que ninguém usa.

Numa tentativa de compreender se faz diferença ter um bom teclado, descobri a maior referência possível: o lendário modelo M da IBM, que ainda hoje é vendido novo e usado, procurado por jornalistas, geeks, conhecedores, coleccionadores ou simplesmente por quem sabe que o aspecto não é tudo e deseja ter um excelente teclado.

A IBM criou a Lexmark que os produziu até aos anos 90. Eram teclados de grande qualidade que hoje ainda são usados mas tinham dois problemas sérios: duram décadas e proporcionam uma excelente experiência ao utilizador.

Neil Muyskens, um engenheiro da IBM entrevistado pela NPR, sabendo que se ia deixar de produzir teclados Modelo M com a tecnologia «Buckling Spring» que os tornava os mais barulhentos do mercado, decidiu comprar os direitos de fabrico e os moldes originais e continuou a produzi-los sob a marca Unicomp, modelo Customizer.

Entretanto, em Austin, Texas, revivalistas do modelo M também criaram o Das Keyboard com tecnologia da empresa alemã Cherry. Fizeram furor no mercado quando apresentaram um teclado totalmente sem legendas nas teclas.

Tenho, aliás, o privilégio de estar a usar um neste momento por iniciativa do Daniel Fonseca que me emprestou o dele e cujo design é exactamente o do modelo M.

Entre o Das Keyboard e os modelos da Unicomp, as opiniões não se dividem muito porque tendem a concluir que são ambos excelentes teclados.

Uma coisa é certa: por mais que dê voltas e ache bonitos os teclados que vê na Fnac ou no Media Markt, acredite no que dizem os conhecedores: não há nada como um Modelo M.

Follow-up...

Depois de mais alguns dias a testar e a comparar, quando já estava quase a encomendar um Modelo M original com teclado americano, decidi deixar-me levar pela preguiça e trouxe um Steelseries do Media Markt, aliás o único que sai fora do baralho da oferta vasta que essa casa dispõe.

Foram 119€ aparentemente bem gastos em troca de um impressionante animal de teclas de design dinamarquês, com conectores chapados a ouro e chassis em aço. O Steelseries 7G deixou-me sem palavras e destaca-se claramente mesmo entre os teclados de gaming que vi.

Tem um cabo impressionante com 4 fichas: usb, ps/2, mic e audio out e uma base amovível de apoio aos pulsos.

Nunca poderei dizer que é o melhor teclado de todos porque as opiniões são pessoais, mas posso dizer que nunca tive uma experiência com um teclado tão gratificante como esta.

Nesta altura fico a lamentar o tempo que gastei com teclados de segunda, especialmente porque até os maus duram anos e anos nas minhas mãos!

2 comentários:

  1. O Model M, da IBM, é de fato um mito. Tenho um que, infelizmente, está apresentando um defeito que me impede de usá-lo. O defeito parece-me ser no cabo que o conecta ao PC. Se alguém puder orientar-me como substituir esse cabo por um novo, fico grato.

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    1. Três possibilidades: 1) Comprar um cabo original, da Unicomp. 2) Tentar conseguir outro Model M com algum sucateiro e substituir o cabo. 3) Tentar conseguir um modelo similar e adaptar o cabo (foi o que fiz com o meu Model M: aproveitei o cabo de um Model F, soldando os fios e trocando o conector).

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