2012-09-04

"Versões" de software passaram de moda?

A recente onda de não mostrar os números de versão ao utilizador (Chrome e outros) e tornar tudo "live" também chegou ao HTML5, por isso é que vemos a expressão "living standard" no documento da WHATWG.

No caso das especificações como o HTML 5 é uma dança complicada entre os implementadores (Mozilla, Google, Apple) e quem cristaliza as regras (comissões). Um não se pode afastar do outro.

Modéstia à parte, pratico a filosofia "live" desde 2002, quando comecei a desenvolver um sistema de gestão de conteúdos para web (o chamado "backoffice"). A ideia era vender software em regime ASP (Application Service Provider) e o esquema tradicional de versões não estava a funcionar com naturalidade. O número de atualizações ultrapassava qualquer tentativa de contagem.

O antigo modelo de versões só fazia sentido para distribuir software empacotado. E o sistema modular que estava a desenvolver permitia ter zonas de desenvolvimento e zonas de produção sem que o resto do sistema fosse afetado nem o utilizador notasse problemas.

O jogo era corrigir rapidamente qualquer erro e nem falar de versões ao cliente.

E resultou.

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